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Após se reunir com o governador Luiz Henrique da Silveira para discutir as suspeitas levantadas pela Operação Moeda Verde, e de ficar preso cerca de oito horas na Polícia Federal (PF), o vereador licenciado Marcílio Ávila foi mantido na presidência da Santur, empresa de Turismo do Estado.
O secretário de Articulação e Coordenação do governo, Ivo Carminati, disse que ele ofereceu o cargo, mas o governador não aceitou porque não há acusação formal contra o vereador licenciado.
Marcílio chegou, sem falar com ninguém, à sede da PF, ontem, às 11h20min, e foi direto para a sala da delegada Julia Vergara. Ele prestou depoimento durante cinco horas. Depois, passou cerca de duas horas na sala de custódia da polícia aguardando a liberação. Assim que foi solto, seguiu para a Casa d'Agronômica para conversar com o governador.
O juiz da Vara Federal Ambiental, Zenildo Bodnar, havia decretado a prisão preventiva dele por entender que Marcílio demonstrou descaso com a Justiça e com a Polícia Federal. Apesar de ter prisão temporária válida até segunda-feira, o presidente da Santur não se apresentou no prazo determinado.
Na saída, acompanhado do advogado de defesa José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça, o vereador licenciado disse que não deixaria o cargo porque não fez nada de errado. No entanto, ofereceu o cargo durante uma reunião com o governador.
Marcílio afirmou que sua participação na regularização do terreno para a construção do Floripa Shopping não passou de uma mudança em uma lei sobre a altura do prédio.
- As interferências acontecem por causa da morosidade dos processos, o que não quer dizer que elas tenham que ser ilícitas.
O vereador licenciado afirmou que a prisão preventiva não vai interferir no seu projeto de ser prefeito da Capital. E a delegada deverá apresentar relatório final em 30 dias.
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