AS LÁGRIMAS DO DÁRIO
Coluna Cesar Valente ; 13/5 / 2007

Coluna Cesar Valente ; 13/5 / 2007

A entrevista do prefeito Dário Berger, de Florianópolis, no Jornal do Almoço, da RBS-TV, ontem, foi uma das coisas mais patéticas, esquisitas e assustadoras que eu já vi desde que, na década de 60, deparei-me, na TV, com o olho branco do Dr. Valcourt (Sérgio Cardoso), na novela Preço de uma Vida.
O prefeito, com a ajuda do Cacau Menezes, quis mostrar à cidade que estava triste. Que estava “sem alegria de governar”.
Cáspita! E nós com isso? Ou por acaso quando ele estudou pra ser prefeito não contaram que a coisa é assim mesmo? Em que mundo ele vive?
Reclamou disto, daquilo, da burocracia, dos emperramentos, mil coisas, entende?
Mas que história é essa? Na época que ele foi prefeito de São José não tinha que trabalhar, batalhar, cumprir as leis, navegar pelo emaranhado cipoal da burocracia, que está aí desde que o Brasil foi colonizado pelos reis... da burocracia? Pois então!
A certa altura, ele disse que “o problema da cidade não é o prefeito”. Claro, o problema somos nós, que elegemos prefeitos que ficam tristes, cansados, desiludidos com as dificuldades e que vão para a TV prestar-se a um papel ridículo daqueles.
No final, o entrevistador pediu para o prefeito sorrir. Aí a minha televisão, que ainda tem um pingo de decência no seu transistor, explodiu de vergonha.
O prefeito, com a ajuda do Cacau Menezes, quis mostrar à cidade que estava triste. Que estava “sem alegria de governar”.
Cáspita! E nós com isso? Ou por acaso quando ele estudou pra ser prefeito não contaram que a coisa é assim mesmo? Em que mundo ele vive?
Reclamou disto, daquilo, da burocracia, dos emperramentos, mil coisas, entende?
Mas que história é essa? Na época que ele foi prefeito de São José não tinha que trabalhar, batalhar, cumprir as leis, navegar pelo emaranhado cipoal da burocracia, que está aí desde que o Brasil foi colonizado pelos reis... da burocracia? Pois então!
A certa altura, ele disse que “o problema da cidade não é o prefeito”. Claro, o problema somos nós, que elegemos prefeitos que ficam tristes, cansados, desiludidos com as dificuldades e que vão para a TV prestar-se a um papel ridículo daqueles.
No final, o entrevistador pediu para o prefeito sorrir. Aí a minha televisão, que ainda tem um pingo de decência no seu transistor, explodiu de vergonha.
2 Comments:
é, um sem vergonha... ele e a turma dele. mas nem pense muito no assunto, porque na próxima eleição estarão todos de volta.
Puxa Alfred, tu não tens como conseguir a transcrição dessa entrevista. Eu assisti e realmente foi cômica, quando o Cacau perguntou o que o povo poderia fazer (em relação a corrupção, etc) o imbecil do Dário fez alusão ao Papa e mandou rezar! Vê se pode! Minha TV também explodiu!
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